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CUIDADO COM A SUÍNA

gripesuina

Ela veio de mansinho
e chegou para ficar
ela adora um friozinho
pra poder se espalhar

Você tem que ter cuidado
e também muita atenção
se ela chega ao teu lado
logo te bota no chão

Tem que ser bem previdente
para dela escapar
Amontoados de gente
nós devemos evitar

Sai suína! Sai suína!
Sai suína! Sai suína!
descola da minha aba
vai ver se estou na esquina

Lave bem suas mãozinhas
para o vírus evitar
Só espirre no lencinho
para o vírus não espalhar

Se alimente direitinho
para se fortalecer
E assim meu amiguinho
essa gripe vai correr

Vamos juntinhos agora
a danada espantar
Xô! Cai fora! Vai embora!
vamos bem forte cantar

Sai suína! Sai suína!
Sai suína! Sai suína!
descola da minha aba
vai ver se estou na esquina

Jorge Linhaça

Folclore é a Pátria, colega
Vista em suas tradições
Que o povo conserva e passa
Através das gerações.

São as danças regionais
Congadas, cateretê
São os ditos e provérbios
E o terrível Pererê.

Pula sela, amarelinha
Capoeira e pique-esconde
São jogos e brincadeiras
Da tradição brasileira.

Folclore também é crença
Manifestação de fé
Como a festa do Divino
E o Ciro de Nazaré.

Senhora dos Navegantes
Lá no sul é festejada
No norte o bumba-meu-boi
No nordeste a vaquejada.

É comida regional
Tucupi, tacacá
Os saborosos cuscuz
E o famoso vatapá.

Artezanatos, crendices
Modinhas, supertição
Tudo isso faz do folclore
Retrato da tradição.

Ao folclore o mês de agosto
No Brasil é dedicado
Procure pois conhece-lo
Por ele demonstre zelo
Para que seja conservado!

Autora: Maria Salgado

Mil Faces

Exator = Faz cobranças minuciosas de tudo
Xerox = o filho tem que ser sua cópia perfeita
Expositor = exibe o filho como um produto numa feira

Autocrata = em casa, quem decide, sou eu
Frustrador = corta, pela raiz, qualquer iniciativa
Caxias = se a lei existe, é para ser cumprida

Chantagista = se não fizer isto, é porque não me ama
Irresponsável = resolva isto com sua mãe
Comerciante = só te dou isto, em troca daquilo

Desligado= ignora tudo o que diz respeito ao filho
Inseguro = quem sabe, pode dar tudo errado
Provedor = tranqüiliza-se dando coisas ao filho

Permissivo = o filho pode fazer tudo o que quiser
Proprietário = o filho é meu e faço dele e com ele o que quero.
Promotor= sempre encontra algo para acusar o filho

Educador= ajuda a desabrochar o adulto que está na criança
Formador= leva a sério a formação integral do filho
Democrata= dialoga para chegar a um consenso

Disponível = reserva um tempo precioso para o filho
Observador = acompanha atento as etapas do desenvolvimento do filho
Previdente = prepara o filho para aprender com os fracassos por vir

Agradecido = reconhece no filho um presente de Deus, aos seus cuidados
Libertador= alerta que a verdadeira liberdade é um bem que se conquista

Responsável= paga o preço de nunca ser omisso

Religioso= revela que a vida não se limita aos horizontes terrenos.

Paciente= ensina que a maturidade não acontece sem tropeços
Esperançoso= acena para a luz, que está sempre no fim do túnel

Corajoso = enfrenta os combates pelo sentido da vida

Prudente= orienta a fazer os passos, de acordo com as pernas
Realista =prepara o filho para viver muito além dos limites da família


O Nó do Afeto

Em uma reunião de Pais, numa Escola da Periferia, a Diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-Ihes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.

Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar a entender as crianças.

Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou a explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana.

Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando ele voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.

Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família. Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho a que tentava se redimir indo beijá?lo todas as noites quando chegava em casa.

E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria.

Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.

A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante.

E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.

O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazerem presentes, de se comunicarem com o filho.

Aquele pai encontrou a sua, simples, mas eficiente. E o mais Importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.

Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo a um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias.

É válido que nos preocupemos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso. Para que haja a comunicação, é preciso que os filhos “ouçam” a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.

É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro. A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.

E você… já deu algum nó no lençol de seu filho, hoje?